O mercado de mentoria em IA cresceu rápido demais para a oferta de gente qualificada acompanhar — e isso significa que, hoje, "especialista em IA" é um título que qualquer pessoa com uma conta no ChatGPT há seis meses pode colocar no perfil. Antes de contratar um mentor para você ou para o comitê executivo, existem perguntas objetivas que filtram quem tem histórico real de quem só tem discurso pronto.
As sete perguntas
- Que produto ou sistema de IA você construiu, com seu nome ligado ao resultado? Não é "usei", é "construí e sou responsável pelo resultado".
- Você tem dado publicado, com metodologia visível, sobre algum estudo ou experimento próprio? Opinião é fácil de produzir; estudo com metodologia exposta ao público é outra categoria de compromisso com a verdade.
- Como você decide o que NÃO vale a pena automatizar? Quem só fala do que a IA pode fazer, sem nunca recomendar parar um projeto, provavelmente nunca geriu orçamento real.
- Que erro de IA você cometeu na própria operação e o que mudou depois disso? Quem nunca errou, ou nunca admite erro, não testou a teoria contra a realidade.
- Você ensina em algum lugar formal (universidade, programa reconhecido)? Não é obrigatório, mas indica exposição a crítica de pares, não só a clientes pagantes.
- Como você mede o resultado da própria mentoria? Se a resposta é "satisfação do cliente", falta rigor. Deveria haver critério de decisão testado, não só sensação boa.
- Você consegue explicar GEO, agentes e automação sem usar três palavras em inglês por frase? Clareza é sinal de domínio; jargão em excesso costuma esconder superficialidade.
"quem só sabe usar prompt ensina prompt. quem construiu produto e mediu resultado ensina critério — e é isso que muda a decisão executiva."
Sinais de alerta comuns
- Promete "domínio total de IA" em poucas semanas — não existe domínio total, existe critério aplicado.
- Não tem nenhum case verificável fora do próprio marketing.
- Vende a mesma apresentação para qualquer setor, sem adaptar ao contexto da sua empresa.
- Evita falar de limitação da IA — só fala de potencial, nunca de risco.
No fim, a régua é simples: um mentor de verdade te deixa mais desconfortável com as próprias certezas, não mais confiante em atalhos. Eu escrevi um texto específico sobre como identificar quem só sabe usar prompt versus quem é especialista de verdade — vale a leitura complementar antes de qualquer contratação.